Anglerfish no PS5: humor ácido, sustos e uma despedida de solteiro pra lá de bizarra

Você acorda numa cabana, uniforme de colegial surrado, sem memória do que aconteceu na despedida de solteiro. Na porta do bar, um cachorro faz perguntas com bolhas de diálogo. Antes de entender o absurdo, vampiros estouram pelas janelas. Anglerfish não perde tempo: em segundos, você já morreu e renasceu, e o barman oferece uma bebida que pode ser veneno. A morte não é castigo. é a única forma de progredir.

Desenvolvido pelo estúdio dinamarquês Professional Villains, o jogo chegou ao PS5 em fevereiro de 2024 com uma ideia que subverte o survival horror. Ele acerta no humor negro e na imprevisibilidade, mas tropeça na repetição dos corredores e na falta de legendas em português. Depois de algumas horas esfaqueando vampiros com a mesma espingarda, fica claro: Anglerfish não é para todos. E está tudo bem.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • O jogo não tem legendas em português: se seu inglês não for fluente, boa parte do humor e das mecânicas se perde.
  • Prepare-se para morrer muito: cada morte salva e reconfigura o mapa, então o loop é morrer, progredir, morrer de novo.
  • Curta a imprevisibilidade: inimigos, puzzles e eventos aleatórios mudam a cada run, aumentando a rejogabilidade.
  • Uma arma só: a espingarda tem munição infinita, mas a mira exige precisão e a variedade de combate é limitada.
  • Duração enxuta: a campanha principal leva cerca de 3 horas; para ver todos os finais, um pouco mais de 5.

1. Anglerfish – PlayStation 5: Survival horror roguelite com muito humor

Anglerfish não tenta ser um survival horror sério. Nos primeiros minutos, você está de uniforme colegial, um cachorro questiona o sentido da vida, e o barman serve bebidas que podem te matar. A mecânica central é o Memento Mori: cada morte salva o progresso e reorganiza o bar, os vampiros, os puzzles. Na segunda run, você precisa de uma tesoura para cortar vinhas e pegar a espingarda. O loop é inteligente: morrer vira curiosidade, não frustração. O problema? Você percorre os mesmos corredores dezenas de vezes, sempre com a mesma arma. O controle tem momentum. derrapa em curvas, causa mortes acidentais. A história, sobre uma despedida de solteiro sinistra, é previsível e confusa, e alguns puzzles exigem pesquisa fora do jogo, quebrando a imersão. Mas o humor é o grande trunfo: referências a Jurassic Park, Kurt Russell, um programa de namoro surreal, uma sereia no porão. A pixel art é carregada de detalhes, e a trilha sonora (composta por A. Fabrin e Michael Fynne) é excelente, misturando synth e melodias pegajosas. No PS5, roda liso, carrega rápido e tem platina (13 troféus, 10 de ouro). Anglerfish é curto, bizarro e feito sob medida para quem gosta de roguelite, humor ácido e não se importa com repetição. Se você busca um horror denso e imersivo, ou precisa de legendas em português, melhor pular. Mas se a ideia de morrer de rir enquanto vampiros te perseguem soa divertida, Anglerfish entrega.

Prós

  • Mecânica de morte que embaralha inimigos, puzzles e eventos a cada run
  • Humor ácido e referências pop que funcionam
  • Trilha sonora original excelente
  • Múltiplos finais (pelo menos 6) incentivam a rejogabilidade

Contras

  • Cenários repetitivos e única arma disponível
  • Controles com momentum podem causar derrapagens e mortes acidentais

Morte como mecânica central: como funciona o loop de Anglerfish

Anglerfish subverte o game over. Morra e o jogo salva, reconfigura o mapa, troca inimigos de lugar e altera puzzles. Você renasce no bar, o barman oferece uma bebida (cuidado com o veneno), e um donut no balcão pode afetar algo não revelado. Destravar atalhos é a chave: um quarto seguro, uma passagem que só aparece após a terceira morte. O loop funciona por algumas horas, mas a falta de variedade de armas e cenários cansa. A imprevisibilidade. um evento de programa de namoro, uma sereia no porão. segura a curiosidade. É um jogo de tentativa e erro que recompensa a persistência com absurdos.

Humor, referências e a atmosfera bizarra

O grande trunfo de Anglerfish é o tom. O cachorro na entrada não late: faz perguntas filosóficas com bolhas de diálogo. O barman pode te envenenar. você descobre quando vira pó. Referências a Jurassic Park e Kurt Russell surgem sem cerimônia. A pixel art é detalhada e opressiva, mas os sustos são raros; predomina uma estranheza cômica. A trilha sonora, uma mistura de synth tenso e melodias grudadas, constrói a atmosfera. Para quem curte humor negro e não se ofende com sangue e linguagem forte, é um prato cheio.

Anglerfish no PS5: desempenho, público ideal e ressalvas

No PS5, o jogo roda fluido, carregamento rápido, sem quedas de frame. A platina com troféus de ouro motiva runs extras. Survival horror tradicional? Não. Anglerfish é experimental, curto e cheio de piadas internas. Se você gosta de roguelite, humor ácido e não se importa com campanha curta, prepare-se para rir e morrer repetidamente. Mas se exige legendas em português ou variedade de armas, passe longe. O preço justo e a rejogabilidade compensam, desde que você esteja disposto a abraçar o bizarro.

Perguntas frequentes sobre review Anglerfish PlayStation 5

Anglerfish tem legendas em português?

Não. O jogo possui diálogos e textos apenas em inglês, sem opção de legendas em português.

Quantas horas dura o jogo?

A campanha principal leva cerca de 3 horas, podendo chegar a 5 horas para ver todos os finais e segredos.

É muito repetitivo?

Sim, os cenários são os mesmos e a única arma é a espingarda. A variação vem das mudanças a cada morte, mas pode cansar.

Quantos finais existem?

Pelo menos seis finais, incluindo um secreto, o que incentiva várias jogatinas para desbloquear todos.

Funciona bem no PS5?

Sim, o jogo roda liso, com carregamentos rápidos e sem problemas de desempenho reportados nas análises.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.