A porta range. O corredor mal iluminado se estende, e um piano jazz toca ao fundo. Mais de três décadas depois, voltar à Mansão Derceto poderia ser só nostalgia. Mas Alone in the Dark de 2024 não apela para a memória afetiva. ele constrói a própria identidade. Com falhas, sim, mas com uma narrativa que segura firme.
Foram cerca de 10 horas no PS5, alternando entre Edward Carnby e Emily Hartwood. O que encontramos: um survival horror que prefere o suspense cerebral aos sustos fáceis. E que tropeça justamente onde o gênero moderno brilhou: no combate.
Abaixo, você descobre se essa volta ao sul gótico americano merece um lugar na sua estante.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Explorar mansões e resolver puzzles baseados em diários e relógios? Alone in the Dark faz isso muito bem.
- Se você espera ação intensa e combate que testa seus reflexos, prepare-se para uma decepção.
- Para quem sente falta dos tempos sem dicas na tela, o modo Old School é um presente.
1. Alone in the Dark (PS5). Reimaginação do survival horror clássico
Fonte: Amazon.com.brJogo Alone in the Dark – PS5 / PlayStation 5
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Você abre a porta da Mansão Derceto como Edward Carnby. o detetive particular vivido por David Harbour. O piano jazz de Jason Köhnen preenche o ar. Você está ali para encontrar Jeremy Hartwood, e a mansão não vai facilitar: puzzles exigem atenção a cada documento, cada relógio desregulado guarda uma pista. Só que, quando um monstro aparece, a magia quebra. A pistola atira sem impacto, o inimigo cai com três balas, e você percebe que o combate é o ponto fraco. Felizmente, o jogo não te obriga a lutar. o stealth funciona, e você pode focar no que ele faz de melhor: narrativa e enigmas. As atuações de Harbour e Jodie Comer dão peso às cenas, e a trama de Mikael Hedberg te prende até o fim. Para quem valoriza atmosfera e cérebro, é uma ótima pedida. Para quem quer ação e sustos, o ritmo lento frustra. No geral, uma reimaginação honesta que respeita o original sem arriscar demais.
Prós
- Atmosfera lovecraftiana impecável
- Puzzles criativos e satisfatórios
- Narrativa envolvente com atuações de peso (David Harbour, Jodie Comer)
- Opção Old School para veteranos
Contras
- Combate genérico e sem desafio
- Variedade de inimigos muito baixa (cerca de 5 tipos)
Narrativa e atmosfera: o fio condutor
Você entra na biblioteca e um relógio de pêndulo para de funcionar. O papel de parede descasca, e um retrato de uma mulher desconhecida te encara. A Mansão Derceto não precisa de monstros para ser assustadora. a própria arquitetura respira mistério. E não tem pressa. Você vai passar bons minutos lendo diários, observando relógios e conectando pistas que revelam uma trama lovecraftiana sobre trauma, fé e loucura.
As atuações de David Harbour e Jodie Comer dão peso aos diálogos. A captura facial é competente, e os momentos em que os dois interagem (em cutscenes separadas) funcionam como pequenos achados narrativos. O sistema de orientação Moderna (com dicas) ajuda quem quer fluência, enquanto o modo Old School remove tudo e devolve a sensação de desamparo dos anos 90.
A trilha sonora jazzística de Jason Köhnen é um dos pontos altos. Ela cria um contraste interessante com o horror. melancólica e suja, como um bar em Nova Orleans assombrado. Junte isso a uma iluminação que brinca com sombras e você tem um dos cenários mais imersivos do gênero recente.
Combate e gameplay: o calcanhar de Aquiles
Atirar em um monstro aqui não tem peso. O som é fino, a animação é fraca, e o inimigo tomba sem reação. É uma pena, porque o resto do jogo é tão caprichado. Mesmo na dificuldade Difícil, a munição é generosa e os monstros não exigem estratégia. O corpo a corpo é estranho. a física dos golpes parece desconectada, e os itens arremessáveis (que não entram no inventário) são confusos de usar.
O stealth salva parte do problema: é possível passar despercebido pela maioria dos encontros. E como os puzzles são o verdadeiro desafio, muitas vezes você vai preferir evitar briga. Mas quando o jogo força o confronto, a falta de impacto fica evidente. Os cinco tipos de inimigos (com designs de Guy Davis) são visualmente fracos e logo se tornam repetitivos.
Na parte técnica, o PS5 segura bem a experiência. O modo desempenho mantém uma taxa de quadros estável, mas algumas áreas maiores causam quedas perceptíveis. Nada que estrague a jornada, mas quebra um pouco a imersão. O delay de áudio no primeiro tiro (relatado em outras plataformas) não foi um problema aqui, felizmente.
Perguntas frequentes sobre review Alone in the Dark PlayStation 5
Alone in the Dark tem quanto tempo de campanha?
Se você é do tipo que lê cada documento e inspeciona cada quadro, prepare-se para 10 horas. Se vai direto ao ponto, umas 6. Juntando as duas campanhas, você chega perto de 15-20 horas, mas elas são muito parecidas. a segunda é mais rápida.
As campanhas de Edward e Emily são muito diferentes?
Na prática, a estrutura é a mesma. As diferenças estão em cutscenes exclusivas e alguns diálogos. O mapa, os puzzles e a maioria dos inimigos são idênticos. Não espere algo como Resident Evil 2 com dois cenários distintos.
Vale a pena para quem nunca jogou o original?
Sim. A história é independente e não exige conhecimento prévio. A reimaginação é feita para novos jogadores, com uma narrativa completa que se sustenta sozinha.
