Review Air Twister (PS5): nostalgia psicodélica com alma de arcade

Cogumelos gigantes no horizonte, um céu que parece pintado a ácido, e você no controle da Princesa Arch, disparando lasers contra formas geométricas que voam em sua direção. Air Twister não esconde suas raízes: é uma carta de amor aos arcades dos anos 80, em especial ao Space Harrier. Mas será que a nostalgia basta?

Criado por Yu Suzuki e publicado pela ININ Games, o jogo chegou primeiro ao Apple Arcade em 2022 e ganhou versão para consoles e PC em novembro de 2023. São 12 fases (10 normais + 2 bônus) e 10 chefes únicos, com uma trilha sonora de Valensia que berra Queen a cada nota. A pergunta que fica: ele se sustenta por mérito próprio ou vive só de memória afetiva?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Air Twister é curto e grosso: campanha principal em menos de 2 horas. Se você quer algo para uma tarde e não se importa com repetição, vá em frente.
  • O jogo roda a 60 fps firmes no PS5, mas não espere usar o DualSense. Gatilhos adaptáveis? Feedback tátil? Nada disso.
  • Tem texto e menus em português brasileiro. Ninguém precisa sofrer com tradução meia-boca.
  • A platina leva cerca de 41 horas. mas é um grind repetitivo, não exatamente empolgante.

1. Air Twister (PS5) – Rail shooter nostálgico com visual psicodélico e trilha sonora marcante

Air Twister não tenta ser moderno. Você move a Princesa Arch com o analógico, atira com R2 e trava múltiplos alvos com lock-on para disparar lasers guiados. É simples, direto e satisfatório. por um tempo. As fases duram cerca de 4 minutos, com inimigos abstratos (dragões, águas-vivas, elefantes voadores) e chefes montados em criaturas aladas que exigem desvios precisos e uso de câmera lenta. A diversão inicial lembra o fliperama da esquina, mas a repetição dos mesmos padrões e inimigos cansa após algumas horas. A campanha principal é curta: entre 1h30 e 2h. O Adventure Map tenta alongar a vida com upgrades de vida, armas, escudos e cosméticos. mas muitos itens são idênticos ou puramente estéticos. Felizmente, há modos extras: Arcade, Turbo, Boss Rush, Stardust, Tap Breaker e Extra Phase. Cada um dá um tempero diferente, mas nenhum esconde o loop básico de atirar e desviar. Visualmente, é um deleite psicodélico: cogumelos colossais, elefantes voadores, formas geométricas que lembram um sonho febril. A direção de arte é o ponto alto, mas as texturas e polígonos denunciam a origem mobile. Roda a 60fps no PS5, sem travamentos. A trilha sonora de Valensia é puro rock opera inspirado em Queen: vocais dramáticos, guitarras vibrantes, grudenta. Você vai amar ou odiar. E o DualSense? Totalmente ignorado. sem vibração tátil, sem gatilhos adaptáveis. Para quem jogou Space Harrier, a nostalgia é forte. Para quem busca inovação, melhor procurar outro lugar. Air Twister é honesto na proposta: divertido enquanto dura, mas repetitivo e raso. Ideal para fãs de arcade que querem uma tarde de nostalgia, não para quem espera profundidade ou horas de conteúdo.

Prós

  • Jogabilidade responsiva e lock-on satisfatório
  • Trilha sonora marcante, no estilo rock opera
  • Modos extras que aumentam a replayabilidade
  • Localização completa em português brasileiro

Contras

  • Campanha principal muito curta (1h30-2h)
  • Repetitivo após algumas horas

Jogabilidade e ritmo: simples, direta e viciante. por pouco tempo

Arrastar o analógico, apertar R2, segurar para lock-on. Pronto, você já sabe jogar Air Twister. A Princesa Arch desvia de uma enxurrada de inimigos: formas geométricas, dragões, águas-vivas, elefantes voadores. Cada fase dura uns 4 minutos, e no fim vem um chefe montado numa criatura alada. Desviar de projéteis, usar câmera lenta no momento certo, memorizar padrões. Funciona. mas a repetição cansa. Os inimigos variam pouco, e a ausência de mecânicas mais profundas (esquivas, combos, ramificações) faz o loop ficar maçante depois de duas ou três horas. A dificuldade cresce nos estágios finais, com picos que exigem alguns continues (você tem 2 por run).

Conteúdo e modos: mais do que a campanha curta sugere

1h30 para zerar a campanha. Parece pouco? É. Mas Air Twister não para por aí. O Adventure Map é uma árvore de upgrades: você gasta estrelas coletadas nas fases para desbloquear mais vida, armas, escudos, slow-motion e uma penca de cosméticos. A árvore é cheia, mas muitos itens são repetições ou enfeites. Ainda assim, dá um objetivo extra. Além do modo Arcade padrão, tem Turbo (fases mais rápidas), Boss Rush (chefes em sequência), Stardust (foco em pontuação), Tap Breaker (herdado do mobile) e Extra Phase. Alguns parecem enchimento, mas aumentam a longevidade. Quer platina? Prepare-se para um grind de umas 41 horas, repetindo fases para melhorar rank e coletar estrelas. Os rankings online ajudam a dar um motivo para voltar.

Visual e som: acertos e esbarrões

O visual é o ponto alto. Céus psicodélicos, cogumelos colossais, criaturas bizarras. parece um sonho febril. A direção de arte salta aos olhos, com cores vibrantes. Mas os modelos são simples, as texturas de baixa resolução gritam "origem mobile". Não é feio, mas não impressiona tecnicamente. A trilha sonora de Valensia é espetacular: 19 faixas que poderiam ser de um álbum do Queen, com vocais dramáticos e guitarras energéticas. Gruda na cabeça. e você pode amar ou odiar. No PS5, 60fps estáveis, carregamento rápido. Mas o DualSense é ignorado: sem vibração nos gatilhos, sem feedback tátil. Uma decepção para quem esperava imersão extra.

Perguntas frequentes sobre review Air Twister () PlayStation 5

Air Twister tem localização em português brasileiro?

Sim, menus e legendas em português do Brasil.

Quanto tempo dura a campanha principal de Air Twister?

Entre 1h30 e 2 horas. Os modos extras e upgrades estendem a vida útil, mas o grind é repetitivo.

Vale a pena para quem nunca jogou Space Harrier?

Pode ser divertido, mas a repetição e curta duração pesam mais se você não tem nostalgia pelo estilo.

Air Twister tem multiplayer?

Não. Só single-player. O online se limita a rankings de pontuação.

O jogo roda a 60 fps no PS5?

Sim, 60fps estáveis, sem quedas. Carregamento rápido.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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