Você começa com três colonos, uma clareira e a ordem de produzir 100 unidades de comida antes que a tempestade eterna engula tudo. Cortar madeira aumenta a hostilidade da floresta, abrir uma clareira pode revelar um templo antigo com recursos. ou uma maldição. Esse é Against the Storm, que chegou ao PS5 adaptado pela QLOC com a expansão Keepers of the Stone. O que parecia uma aposta arriscada. construir cidades para abandoná-las. se revelou um dos títulos mais originais de estratégia.
Cada partida é uma corrida contra a impaciência da Rainha Escaldada. Você gerencia cinco raças (humanos, castores, lagartos, raposas, harpías), monta cadeias de produção com blueprints aleatórios e ganha reputação para evacuar o assentamento antes que a barra encha. Se falhar, sem drama: a falha rende pontos de meta-progressão na Cidade Fumegante, que desbloqueiam vantagens permanentes. O ciclo recomeça, sempre diferente.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Against the Storm é ideal para quem cansa de city builders tradicionais após algumas horas. Cada assentamento é um quebra-cabeça único, e a sensação de progresso nunca morre.
- Se você prefere construir uma única cidade por dezenas de horas, o abandono constante pode frustrar. O jogo é sobre ciclos, não sobre crescimento contínuo.
- A versão de PS5 inclui a expansão Keepers of the Stone, que adiciona novas raças, biomas e modificadores.
- Classificação E10+ (maiores de 10 anos). Sem violência explícita, ideal para quem busca estratégia contemplativa em vez de ação frenética.
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Abrir uma clareira é sempre um risco. Às vezes você encontra um baú com madeira rara; outras, um espírito que exige oferendas ou seus colonos adoecem. Against the Storm transforma cada escolha em tensão. Você não está construindo para a eternidade, está correndo para cumprir metas antes que a Rainha perca a paciência. Com blueprints aleatórios, biomas hostis e necessidades raciais que mudam a cada partida, o jogo força você a se adaptar, não a planejar. A meta-progressão é o tempero que segura o loop. Mesmo uma derrota rende pontos para upgrades: mais comida inicial, receitas desbloqueadas, bônus de produção. Cada falha ensina algo, cada vitória deixa aquele gosto de "só mais um assentamento". O conteúdo é generoso: seis biomas, centenas de modificadores, a expansão Keepers of the Stone já inclusa. A campanha principal rende dezenas de horas, e os completistas podem passar centenas explorando combinações. No PS5, o port da QLOC mantém a taxa de quadros estável mesmo com dezenas de edifícios e efeitos de chuva. A interface foi redesenhada com rodas radiais e atalhos, mas a navegação entre abas ainda exige um período de adaptação para quem vem do mouse. Visualmente, o estilo que lembra Warcraft III funciona bem, com cores vibrantes que contrastam com a atmosfera pesada da chuva eterna. A trilha orquestral e o design de som imersivo completam o pacote. Against the Storm não é para quem quer construir metrópoles duradouras. É para quem gosta de quebra-cabeças vivos, onde a solução muda a cada nova partida. A curva de aprendizado é íngreme. entender cadeias produtivas e o momento certo de abrir clareiras demanda paciência. Mas quando o sistema clica, a experiência se torna uma mistura viciante de puzzle e gestão. Quem topa o desafio dificilmente larga o controle.
Prós
- Loop viciante de partidas curtas com rejogabilidade altíssima
- Meta-progressão que recompensa até as derrotas
- Inclusão da expansão Keepers of the Stone na versão de PS5
- Atmosfera única que mescla aconchego e urgência
- Desempenho estável e interface adaptada para console
Contras
- Curva de aprendizado íngreme para iniciantes em city builders ou roguelites
- Controles no gamepad podem ser menos precisos que mouse e teclado
O loop que vicia: partidas curtas e decisões que importam
Cada assentamento em Against the Storm é uma corrida contra o relógio e a impaciência da Rainha. Você começa com um depósito de recursos básicos, alguns blueprints aleatórios e a missão de cumprir objetivos impostos pela corte. A cada árvore derrubada, a hostilidade da floresta aumenta, liberando eventos cada vez mais perigosos. Abrir uma clareira pode render recursos preciosos ou despertar uma maldição que envenena seus colonos. Não há tempo para construir a cidade perfeita: o foco está em fazer escolhas inteligentes com o que o RNG lhe deu.
O ciclo é enxuto e recompensador. Assim que você completa a cota de reputação, o assentamento é evacuado e os recursos excedentes são convertidos em pontos de meta progressão. De volta à Cidade Fumegante, você compra upgrades que facilitam a próxima jornada: mais madeira inicial, receitas de construção desbloqueadas, bônus de produção. Esse ritmo de algumas horas por partida é perfeito para quem tem pouco tempo mas quer sentir progresso constante. É raro um jogo de estratégia que respeite tanto o tempo do jogador sem sacrificar profundidade.
A adaptação para o controle: um city builder no gamepad
Portar um jogo que nasceu no mouse para o console é sempre um desafio, e Against the Storm lida bem com isso. A equipe da QLOC redesenhou a interface para funcionar com analógicos e botões. A navegação pelos menus de construção usa uma roda radial, e a seleção de trabalhadores pode ser feita por atalhos. Nos primeiros minutos, a falta do clique rápido do mouse incomoda, especialmente na hora de gerenciar dezenas de colonos e cadeias de produção. Mas depois de algumas partidas, a lógica do controle se torna natural.
O desempenho no PS5 é sólido: a taxa de quadros se mantém estável mesmo com dezenas de edifícios e efeitos de chuva na tela. As telas de carregamento entre assentamentos são curtas. O ponto que ainda pede ajuste é a gestão de estoque e filas de produção, que exige mais cliques que o necessário. Mesmo assim, para quem prefere jogar no sofá, a versão de console entrega a experiência completa sem comprometer a essência do jogo.
Para quem brilha e para quem pode frustrar
Against the Storm é uma joia para quem ama estratégia e variedade. Se você cansa de city builders tradicionais depois de algumas horas porque a cidade já está consolidada, aqui cada partida é um novo desafio. As cinco raças com necessidades distintas (castores querem cerveja, raposas preferem ervas) forçam você a repensar a produção a cada nova combinação de bioma e blueprints. A ausência de combate direto foca toda a tensão na gestão e na tomada de decisão, o que agrada quem prefere puzzle a guerra.
Por outro lado, quem busca um jogo para construir uma metrópole duradoura e ver o progresso visual de uma cidade crescer por horas vai estranhar o abandono recorrente. A curva de aprendizado é real: nada de tutorial superficial; você precisa aprender na prática o que cada edifício faz, como equilibrar oferta e demanda de recursos, e quando arriscar abrir uma clareira. Se você tem pouca paciência para sistemas complexos ou odeia a sensação de estar sempre correndo contra o tempo, o jogo pode soar mais estressante do que divertido. Para os demais, é daqueles títulos que roubam a noite com um 'só mais um assentamento'.
Perguntas frequentes sobre review Against the Storm () PlayStation 5
Quanto tempo dura uma partida de Against the Storm?
Cada assentamento leva algumas horas para ser concluído, dependendo da dificuldade e do estilo de jogo. A campanha principal soma dezenas de horas, e quem busca 100% pode passar centenas de horas.
O jogo tem suporte a Português do Brasil?
Sim, Against the Storm conta com legendas e interface em português brasileiro. A dublagem é em inglês, mas a localização textual é completa e de boa qualidade.
A versão de PS5 inclui todas as DLCs?
A versão de console inclui a expansão Keepers of the Stone. Outros DLCs, como o Supporter Pack e o Nightwatchers, podem ser adquiridos separadamente ou estar inclusos em edições especiais.
É difícil aprender a jogar Against the Storm?
A curva de aprendizado é íngreme. O jogo não segura muito a mão, e a quantidade de sistemas (cadeias produtivas, necessidades raciais, eventos, impaciência) pode sobrecarregar no início. Mas depois que o ciclo fica claro, a experiência flui naturalmente.
Against the Storm roda bem no PlayStation 5?
Sim, o desempenho é estável, com raras quedas de frame em momentos de muitos elementos na tela. A interface adaptada para controle é funcional, embora a navegação por menus exija um período de adaptação.
