A primeira tela de Afterimage já entrega o cartão de visitas: uma floresta que parece pintada à mão, cada folha um traço, cada raio de luz um respiro de cor. Você avança, e o mundo se expande. Não é só bonito; é colossal. Mais de 15 áreas, centenas de segredos, uma escala que poucos metroidvanias ousam. Mas a beleza tem preço. Quando o mapa não se revela e o fast travel exige item consumível, a mesma grandiosidade vira labirinto. A história? Um enigma que nem o jogo parece querer explicar. A Deluxe Edition no PS5 chega com extras caprichados (artbook digital, trilha sonora, capa reversível), mas o coração da experiência está no vaivém entre deslumbre e frustração.
Vale o mergulho? Depende do que você busca. Se quer um mundo para se perder (literalmente), com combate sólido e uma montanha de conteúdo, Afterimage entrega. Se a paciência para começos lentos e narrativas opacas é curta, talvez seja melhor passar reto.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Prepare-se para um início lento: as primeiras horas são arrastadas, com poucas habilidades e um mapa que só se revela em pontos de salvamento.
- Ame explorar sem bússola: o jogo recompensa quem fuça cada canto com itens, equipamentos e áreas secretas; mas não espere setas ou objetivos claros.
- Aceite chefes que mais parecem sparring: a maioria dos 30 não exige muito; o desafio está em não se perder, não em reflexos.
- Invista em conteúdo massivo: são mais de 30 horas de campanha principal, e o 100% passa das 40. A Deluxe Edition adiciona extras que fãs do gênero vão apreciar.
1. Afterimage Deluxe Edition para PlayStation 5: metroidvania de ação 2D com mundo desenhado à mão
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Nas primeiras horas, você corre por corredores deslumbrantes enquanto a trilha orquestral embala cada passo. Mas o mapa continua uma mancha cinzenta; você ainda não achou o ponto de salvamento. A sensação de estar perdido é real, e para quem gosta de explorar sem mãozinha, é um paraíso. O problema? A falta de orientação vira tédio antes de desbloquear habilidades como o dash e o pulo duplo, que transformam completamente a mobilidade. O combate é sólido desde o começo. Controles respondem bem, as armas variam de espadões a chicotes, e o parry dá profundidade. Mas, confesso, esperava mais dos chefes. A maioria segue padrões previsíveis e morre rápido demais. Poucos exigem que você aprenda os movimentos. Felizmente, a variedade de inimigos comuns (mais de 170 tipos) compensa, e a árvore de habilidades vasta incentiva experimentar builds diferentes. O trunfo é o mundo. Cada bioma tem personalidade: uma floresta dourada, ruínas cobertas de musgo, cavernas geladas com cristais brilhando. A direção de arte hipnotiza, e o PS5 entrega tudo a 60 fps estáveis, sem engasgos. A trilha sonora orquestral casa perfeitamente com cada área. No fim, Afterimage acerta no feijão com arroz e exagera na porção. O conteúdo é generoso, os extras da Deluxe Edition (artbook e trilha) são um mimo para colecionadores, e a localização em português do Brasil está impecável. Mas a história confusa e a progressão inicial lenta podem afastar quem busca narrativa coesa ou ação mais direta. Para fãs do gênero que amam explorar sem pressa e valorizam beleza acima de tudo, é prato cheio.
Prós
- Arte desenhada à mão deslumbrante, com cenários memoráveis e variados
- Quantidade massiva de conteúdo: mais de 30 horas, centenas de equipamentos e segredos
- Jogabilidade sólida com controles responsivos e variedade de armas e habilidades
- Trilha sonora orquestral imersiva que casa com a atmosfera do jogo
- Localização completa em português do Brasil e desempenho estável no PS5 (60 fps)
Contras
- História confusa e mal explicada, com múltiplos finais obscuros
- Início lento e progressão inicial frustrante, com poucas habilidades
Um mundo que inspira e intimida
A primeira vez que você sai da clareira inicial, a tela se abre para uma floresta dourada. Cada folha parece traçada a mão, e a trilha orquestral sobe como se o cenário fosse um palco. São mais de 15 áreas interligadas, cada uma com identidade própria: desertos, masmorras, ruínas celestiais. A escala beira o assustador: algumas zonas levam horas para serem exploradas. O que segura o interesse é a qualidade do traço e a música que nunca cansa. Você para de vez em quando só para admirar.
Mas o tamanho cobra seu preço. Sem indicações claras de para onde ir, você pode passar uma hora andando em círculos. O mapa só é atualizado nos pontos de salvamento (estilo Dark Souls), então você tateia no escuro. A exploração recompensa com equipamentos, mas a orientação vaga testa a paciência até de veteranos.
Combate fluido, chefes mornos
Seis classes de arma principal, subarmas, magias e uma árvore de habilidades com mais de 60 nós. Trocar de equipamento muda a sensação do combate: o chicote alcança longe, o espadão bate pesado mas é lento, as lâminas duplas favorecem agilidade. O parry adiciona tática, e o dash permite desviar com precisão. Tudo funciona com controles responsivos e animações suaves.
Onde o jogo escorrega é nos chefes. Dos 30, a maioria é genérica e fácil. Alguns padrões interessantes, mas raramente exigem mais que alguns golpes e esquivas básicas. A sensação de perigo real é rara. Chefes opcionais e o verdadeiro final pedem um pouco mais, mas não se comparam a Hollow Knight ou Blasphemous. Para quem busca combates memoráveis, Afterimage deixa a desejar. O brilho está na exploração e na coleta de equipamentos.
Progressão e mecânicas que dividem opiniões
O sistema de progressão é misto. Você ganha XP ao derrotar inimigos, perde tudo ao morrer (mas pode recuperar no local da morte), e sobe de nível para desbloquear nós da árvore de talentos. Os talentos, porém, são decepcionantes: muitos oferecem bônus insignificantes. O verdadeiro avanço vem das Afterimages (habilidades especiais como dash, pulo duplo e deslizar) que abrem novas áreas. Aí o jogo brilha, transformando corredores antes inacessíveis em caminhos de velocidade.
O fast travel merece destaque, mas é negativo. Funciona apenas com itens consumíveis específicos, raros no início. Você vai andar muito. E quando estiver perdido, isso vira tortura. A boa notícia? Com paciência, o jogo recompensa cada passo com segredos e upgrades. No PS5, o carregamento é rápido e a performance se mantém sólida, aliviando parte da frustração.
Perguntas frequentes sobre review Afterimage Deluxe Edition PlayStation 5
Afterimage é muito difícil?
Não. A maioria dos chefes é fácil e os inimigos comuns são previsíveis. O verdadeiro desafio está em não se perder. O jogo exige mais paciência e navegação do que reflexos.
Vale a pena comprar a Deluxe Edition?
Sim, se você é fã de metroidvania e gosta de extras colecionáveis. A Deluxe inclui artbook digital, trilha sonora orquestral e capa reversível. O conteúdo extra não é essencial, mas agrega valor para quem quer mergulhar no universo.
Quanto tempo leva para zerar Afterimage?
A campanha principal leva cerca de 25 horas. Para fazer tudo (100%), espere entre 40 e 45 horas. É um jogo longo, com muito conteúdo opcional e segredos.
O jogo tem localização em português do Brasil?
Sim. Afterimage conta com texto e menus completamente traduzidos para o português brasileiro, sem erros gritantes. Facilita a imersão para quem não domina inglês.
O desempenho no PS5 é bom?
Sim. Roda a 60 quadros por segundo estáveis, sem quedas. O carregamento é rápido graças ao SSD, e não há bugs ou travamentos. A versão de PS5 é a recomendada para fluidez.
