Passar o mouse sobre um inimigo, apertar um botão e ver o dano aparecer. A mecânica é a base de qualquer RPG tático, mas o que separa um jogo mediano de um bom é o que rola entre esses cliques. Em Absolute Tactics: Daughters of Mercy, o que acontece entre os combates é um festival de customização. E é isso que segura o jogo.
Lançado em 2022 para PC e Switch, o título chega ao PS5 com a promessa de um RPG tático acessível. São 21 classes, combinações de classe dupla e uma campanha que passa das 20 horas. Só que a história não acompanha: os diálogos parecem rascunho, reviravoltas previsíveis desde o primeiro ato. As animações são travadas e os controles com analógico, imprecisos. Ainda assim, para quem quer um passatempo tático sem frescuras, há bastante o que gostar.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se a história for prioridade, melhor passar longe. O roteiro não salva.
- O diferencial está no sistema de classe dupla: equipar dois manuais por personagem abre centenas de combinações. Um tanque que cura, um mago ladino. a criatividade é sua.
- Conteúdo generoso: dezenas de mapas narrativos, missões opcionais, modo horda e pós-jogo. Prepare-se para mais de 25 horas se quiser ver tudo.
- Os controles com analógico são imprecisos e a movimentação é lenta, mesmo na velocidade máxima. Isso testa a paciência em batalhas longas.
- Versão PS5 inclui troféus com platina. Disponibilidade física limitada via Limited Run Games.
1. Absolute Tactics: Daughters of Mercy para PlayStation 5. RPG tático com foco em customização
Fonte: Amazon.com.brAbsolute Tactics Daughters of Mercy PS5
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Absolute Tactics: Daughters of Mercy é um RPG tático de turnos que tenta resgatar os clássicos, mas com um pé firme em soluções modernas. especialmente na personalização. A história? Huxley e seu cachorro Max contra o vilão Father Eldritch e as Filhas da Misericórdia. Parece legal no papel, mas os diálogos são tão juvenis que você vai pular as cutscenes logo na segunda hora. Nenhum personagem gruda na memória. O protagonista tem cara de poucos amigos e personalidade nenhuma. Onde o jogo brilha é no combate e na customização. São 21 classes diferentes, e cada herói pode equipar dois manuais simultaneamente. Isso permite builds criativas. um arqueiro que também cura, um mago com habilidades de ladino. A mecânica de backstab (golpe pelas costas) adiciona camada tática: posicione-se atrás do inimigo e veja o dano crítico. Nos mapas, baús escondidos, armadilhas e quebra-cabeças quebram a monotonia. As batalhas em larga escala (War levels) colocam dezenas de unidades em campo. um espetáculo visual que funciona bem. O conteúdo é farto: dezenas de mapas da campanha principal, missões opcionais, modo horda e pós-jogo. Três níveis de dificuldade (mais um modo hardcore desbloqueável) garantem ritmo para novatos e veteranos. O problema? A dificuldade padrão é baixa demais. mesmo no modo difícil, poucas batalhas exigem estratégia real. E os encontros opcionais roteirizados cansam rápido. Visualmente, o jogo oscila. Os personagens em 2D têm designs interessantes, mas a animação é travada. parece que estão se movendo em câmera lenta. Os cenários 3D soam datados. A trilha sonora é decente nas primeiras horas, mas se torna repetitiva depois de 20 horas. No PS5, o desempenho é estável, mas a interface confusa e alguns soft-locks relatados (embora raros) tiram pontos. No fim, Absolute Tactics é um RPG tático que acerta no que promete: muita customização e muitas horas de conteúdo. Erra no que poderia elevar o conjunto: história, animação e polimento. Se você quer um jogo para passar o tempo sem se apegar à narrativa, vale. Se busca o próximo clássico do gênero, este jogo pode decepcionar.
Prós
- Sistema de classe dupla com 21 classes permite combinações criativas
- Grande volume de conteúdo: dezenas de mapas, modo horda e pós-jogo
- Acessível para iniciantes no gênero, com múltiplos níveis de dificuldade
- Mecânica de backstab e elementos de puzzle nos mapas
Contras
- História genérica e diálogos juvenis que não envolvem
- Controles com analógico imprecisos e movimentação muito lenta
Combate e customização: o coração do jogo
Posicione seu arqueiro atrás do inimigo, ative backstab, veja o dano crítico. Esse momento de satisfação se repete dezenas de vezes. e é o que faz o combate funcionar. O sistema de turnos em grid usa comandos de movimento, ataque, habilidade e espera. A grande sacada está nos manuais de classe: cada personagem pode equipar dois, acumulando habilidades de ambas. Quer um arqueiro que também cura? É possível. Um mago que tanka? Também. Essa liberdade incentiva a experimentação e dá personalidade ao seu time. algo que a história nunca conseguiu. Além do backstab, os mapas têm armadilhas e obstáculos que tornam cada movimento um cálculo. As batalhas em larga escala (War levels) colocam dezenas de unidades no campo, criando um caos tático visualmente interessante. O problema é que a inteligência artificial não é muito esperta: mesmo no modo difícil, a sensação é de que você está sempre no controle.
Conteúdo e modos: o que esperar da campanha
A campanha principal leva cerca de 18 horas. Se você fizer as missões opcionais e explorar o pós-jogo, o total passa de 25. São dezenas de mapas com objetivos variados: sobreviver, derrotar chefes, proteger aliados. O modo horda (Horde Mode) é um extra bem-vindo para testar builds contra ondas de inimigos. Os níveis de dificuldade são três, mas o normal é tão permissivo que você pode vencer sem usar metade das habilidades. O hardcore, desbloqueado depois de zerar, promete mais desafio, mas muitos encontros opcionais são roteirizados e repetitivos. A sensação de grind aparece em alguns momentos, especialmente quando você precisa subir de nível para enfrentar um chefe sem estratégia alternativa. Ainda assim, o volume de conteúdo é respeitável e justifica o investimento para quem gosta do gênero.
Desempenho no PS5 e cuidados ao jogar
No PlayStation 5, Absolute Tactics roda sem grandes oscilações de quadro. O maior inimigo não é técnico: é o controle. A movimentação dos personagens pelo grid usando o analógico é imprecisa e lenta. mesmo na configuração mais rápida, você sente o arrasto. Isso transforma cada batalha em um exercício de paciência. A interface também não ajuda: menus confusos e opções mal explicadas. Houve relatos de soft-locks (travamentos que exigem reiniciar a fase), embora não tenham sido frequentes. A dublagem em inglês é decente, mas legendas em português estão ausentes. apenas espanhol, francês e italiano. Se você não lê inglês, prepare-se para uma barreira. No geral, o jogo funciona, mas o polimento deixa a desejar, especialmente na qualidade de vida.
Perguntas frequentes sobre review Absolute Tactics Daughters of Mercy PlayStation 5
Absolute Tactics: Daughters of Mercy tem modo multiplayer?
Não. O jogo é exclusivamente single-player, sem qualquer modo cooperativo ou versus.
O jogo tem legendas em português?
Não. A versão PS5 oferece interface e legendas em francês, italiano e espanhol, mas não em português. O áudio é em inglês.
Quantas horas dura a campanha principal?
A campanha principal leva cerca de 18 horas. Quem quiser fazer tudo, incluindo missões opcionais e pós-jogo, pode passar de 28 horas.
O sistema de classe dupla realmente faz diferença?
Sim. Com 21 classes e a possibilidade de equipar duas por personagem, você cria combinações únicas que mudam completamente a forma de jogar.
Vale a pena para quem nunca jogou RPG tático?
Sim. A dificuldade baixa e o tutorial explicam bem os conceitos. É uma porta de entrada razoável, desde que a história fraca não seja um problema.
