Review A Quiet Place: The Road Ahead. Silêncio, tensão e alguns tropeços no PS5

O barulho é seu pior inimigo em A Quiet Place: The Road Ahead. Na pele de Alex Taylor, uma jovem asmática e grávida, você precisa cruzar um mundo devastado sem fazer um som que atraia as criaturas cegas que caçam pelo ouvido. Não há armas. Não há combate. Só você, seus passos e o medo de um ataque de asma no momento errado.

Lançado em outubro de 2024 pela Stormind Games e Saber Interactive, o jogo para PC, PS5 e Xbox Series X|S oferece uma campanha de 6 a 10 horas. No PS5, a imersão sonora é o grande destaque, mas a repetição das situações de stealth e uma IA inconsistente acabam minando o ritmo. Fãs da franquia vão se sentir em casa; quem busca variedade mecânica pode se decepcionar.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Aprecia jogos lentos e sem combate? Aqui você só foge, sem armas.
  • A campanha dura entre 6 e 10 horas, dependendo do seu ritmo e quanto explora colecionáveis.
  • O microfone opcional eleva a imersão, mas não é obrigatório.
  • Se a repetição de situações de stealth te cansa, o jogo pode perder o brilho mais cedo.

1. A Quiet Place: The Road Ahead para PlayStation 5. Survival horror focado em stealth e som

Atravessar um corredor cheio de latas e cacos de vidro segurando a respiração é uma das primeiras provações. A Quiet Place: The Road Ahead traduz a tensão dos filmes em gameplay puro: você não luta, só foge e se esconde. Alex Taylor carrega duas vulnerabilidades constantes. asma e gravidez. que transformam cada crise em um momento de pânico. O fonômetro na tela mede o ruído que você faz, e cada passo errado atrai a morte. O microfone opcional capta barulhos reais: um espirro, uma tosse, e os aliens te escutam. Imersão total. A campanha alterna entre florestas, hospitais e ruínas urbanas, com um som caprichado. Os primeiros capítulos prendem do início ao fim. Mas a repetição aparece rápido. Após algumas horas, os mesmos truques. areia para amortecer passos, garrafas para distrair. se repetem. A IA dos inimigos falha em momentos críticos: ignoram ruídos que deveriam alertá-los, ou te detectam do nada. Isso quebra a imersão. A história de Alex, apesar de bem intencionada, segue clichês e personagens secundários sem profundidade. A campanha dura de 6 a 10 horas, com colecionáveis que expandem o lore. Sem multiplayer, sem incentivo para rejogar. Os quatro níveis de dificuldade ajustam a sensibilidade dos aliens e a escassez de recursos. No PS5, o jogo roda sólido, com carregamentos rápidos e poucos bugs visuais. No fim, A Quiet Place: The Road Ahead é um prato cheio para fãs da franquia e amantes de stealth tenso. Mas não espere variedade ou inovação. Ele faz o que promete: uma experiência silenciosa e angustiante. Porém, como a própria Alex, o jogo perde o fôlego antes da linha de chegada.

Prós

  • Atmosfera tensa e imersiva, fiel aos filmes
  • Design de som excelente, com microfone opcional inovador
  • Mecânicas de asma e gravidez aumentam a vulnerabilidade
  • Primeiras horas muito envolventes e bem ritmadas

Contras

  • Gameplay repetitiva ao longo da campanha
  • IA dos inimigos inconsistente, quebra a imersão

O som do silêncio: como a jogabilidade se sustenta

Cada superfície exige cuidado. Andar em cascalho ou pisar em cacos de vidro gera ruído suficiente para atrair as criaturas. O fonômetro no canto da tela mostra o nível de som que você produz; em áreas com cachoeira, o barulho natural abafa seus passos, permitindo correr. Mas em corredores silenciosos, um único passo errado significa o fim. As portas demoram de 8 a 10 segundos para abrir, cada segundo uma eternidade de tensão. A lanterna usa pilhas limitadas, e usá-la impede de ver o fonômetro. você escolhe entre ver ou ouvir. O microfone opcional capta ruídos do mundo real: um espirro, uma tosse, e os aliens te escutam. Imersão no limite.

Alex Taylor: uma protagonista frágil em um mundo hostil

Alex Taylor é universitária, grávida e asmática. Não é uma combatente, e isso define o jogo. As crises de asma surgem com poeira ou estresse, e você precisa do inalador rápido. item escasso. A gravidez afeta a movimentação e traz urgência emocional. Os flashbacks entre o presente e o primeiro dia da invasão contam a história, mas os personagens secundários são genéricos. Funciona para quem se importa com a jornada de Alex, mas não espere surpresas.

Onde o jogo perde o fôlego: repetição e IA inconsistente

Depois de algumas horas, a sensação de déjà vu é inevitável. Esconder em armários, jogar garrafas, espalhar areia. o ciclo se repete sem variações significativas. As criaturas são ameaçadoras, mas a IA oscila. Em alguns momentos, um alien ignora uma lata chutada; em outros, detecta um agachar a metros. Isso quebra a imersão. A duração de 6 a 10 horas não é longa demais, mas também não convida a rejogar. Colecionáveis são poucos, linearidade total. Para fãs da franquia, a experiência curta e intensa funciona; para quem busca mais, decepciona.

Perguntas frequentes sobre review A Quiet Place: The Road Ahead PlayStation 5

Quanto tempo dura A Quiet Place: The Road Ahead?

A campanha principal leva entre 6 e 10 horas, dependendo da dificuldade e do quanto você explora os colecionáveis. Para 100% de conclusão, pode chegar a 12 horas.

Preciso jogar os filmes para entender a história?

Não, o jogo funciona como uma história independente situada entre os eventos de Day One e o primeiro filme. Mas conhecer a franquia ajuda a apreciar melhor a atmosfera e as referências.

O jogo tem modo multiplayer ou cooperativo?

Não. É uma experiência puramente single-player, linear e focada em narrativa. Não há nenhum modo multiplayer ou cooperativo.

A mecânica do microfone é obrigatória?

Não. Você pode jogar sem usar o microfone; o jogo oferece a opção de ativar ou desativar. Com microfone, a imersão aumenta, mas não é necessário para aproveitar a experiência.

Vale a pena para quem não curte stealth ou jogos lentos?

Provavelmente não. O ritmo é propositalmente lento e a ausência de combate pode frustrar quem busca ação. É um jogo de paciência e tensão, não de adrenalina.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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