A abertura coloca você na pele de Bond como um marinheiro da Marinha Real na Islândia. Um acidente, reféns, e o primeiro vislumbre de que este não será um Bond comum. 007 First Light chega sem pedir desculpas. A IO Interactive, a mesma de Hitman, entrega uma história de origem que funciona e uma jogabilidade que respeita o passado do espião sem parecer datada.
Na pele de um Bond jovem, recrutado pro programa 00 do MI6, você descobre que ser o 007 não é só charme e martíni. O treinamento em Malta, com Q explicando o relógio laser numa montagem rápida e jogável, já ensina o básico de furtividade, combate e direção em minutos. É uma das melhores introduções que um jogo de ação poderia ter.
A liberdade é o coração de First Light. Cada missão pode ser resolvida de várias formas: silenciosa como um fantasma, barulhenta como um kamikaze, ou usando blefe e disfarces para enganar os inimigos. O combate corpo a corpo é uma diversão à parte. Jogar canecas, teclados e garrafas nos guardas nunca cansa. E, no PS5, os gatilhos adaptáveis do DualSense dão peso real a cada tiro e gadget. Uma imersão que faz falta no Xbox.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Priorize a edição que cabe no seu bolso: a Standard já oferece o jogo completo e excelente.
- Se quiser extras físicos, a Specialist Edition entrega mais que a Legacy. O steelbook e a skin clássica valem mais que a estatueta frágil.
- A Legacy Edition impressiona na caixa, mas decepciona: a réplica da Golden Gun é fixa e mal encaixada. Só vale para colecionadores que não se importam com a qualidade do item.
- O jogo roda liso nos dois modos do PS5: fidelidade a 30fps ou desempenho a 60fps. Escolha entre nitidez ou fluidez. Ambas entregam a experiência.
1. 007 First Light – Legacy Edition para PlayStation 5: review completa
Fonte: Amazon.com.br007 First Light – Legacy Edition – PlayStation 5
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First Light acerta na narrativa e na mecânica. A primeira missão em Mônaco já te joga de cabeça: um cassino cheio de inimigos, e você decide se vai de blefe, furtividade ou bala. A história acompanha James Bond aos 26 anos, ainda impulsivo e cheio de arestas, enquanto caça um agente duplo do MI6. Os 17 capítulos levam de Mônaco a Osaka, passando por fortalezas alpinas e coberturas londrinas, sempre com aquele clima de espionagem. O roteiro é afiado, os personagens secundários, especialmente Greenway interpretado por Lennie James, roubam a cena, e a trilha de David Arnold (com tema de Lana Del Rey) acerta em cheio. O controle está nas suas mãos. Cada movimento importa. O sistema de abordagem criativa (Creative Approach) dá liberdade para resolver cada obstáculo como preferir: invadir pelos dutos, distrair com o relógio laser, ou simplesmente dar a cara a tapa. O combate melee é um dos pontos altos. Cada golpe tem impacto, e usar objetos do cenário como armas improvisadas vira um vício. Os gadgets são variados e recarregáveis de forma criativa (baterias de controle remoto, álcool em gel), o que adiciona camadas de estratégia. No PS5, a performance é sólida. O modo desempenho segura 60fps na maior parte do tempo, e o modo fidelidade capricha nos detalhes. O DualSense brilha: cada tiro da pistola silenciosa tem resistência gradual, e os gadgets vibram com texturas diferentes. O carregamento é praticamente instantâneo. O único porém fica por conta das seções de direção, carros e barcos parecem flutuar demais, quebrando o ritmo em alguns momentos. Nada que estrague a experiência, mas incomoda num jogo tão polido. Sobre a Legacy Edition: o conteúdo físico é bonito na prateleira, mas a estatueta da Golden Gun é fixa, mal acabada e o suporte é frustrante de montar. A menos que você seja um colecionador hardcore, a Specialist Edition entrega mais pelo valor.
Prós
- História de origem bem construída, com roteiro afiado e personagens cativantes
- Liberdade de abordagem em cada missão: stealth, ação, blefe ou disfarce
- Combate corpo a corpo criativo e satisfatório, usando objetos do cenário
- DualSense excepcional: gatilhos adaptáveis e resposta tátil nos gadgets e tiros
- Campanha longa (15-20h) com alta rejogabilidade e modo TacSim
Contras
- Direção de veículos (carros e barcos) abaixo do nível do resto do jogo
- Alguns momentos de ritmo mais lento e pausas que quebram a fluência
Gameplay refinado e cheio de liberdade
Na festa em Kensington, você pode blefar com o segurança ou pular pela janela. Cada missão oferece um sandbox pequeno, mas denso, onde você pode observar, planejar e executar. Quer entrar na gala sem ser notado? Use o blefe para se passar por convidado. Prefere o caos? Atire em tudo. O jogo recompensa a criatividade sem punir quem só quer sair na porrada. As sequências de ação, quando acontecem, têm aquele DNA de Uncharted: câmera mais fechada, explosões coreografadas e uma sensação de controle que não tira o impacto.
Os gadgets roubam a cena. O relógio laser serve para cortar fechaduras e distrair inimigos. A lente Q permite ver através de paredes e hackear terminais. Tem até uma caneta-míssil. E tudo recarrega de forma improvisada: baterias de controle remoto, álcool em gel, cabos. É um sistema que incentiva explorar cada canto atrás de itens. Na prática, você nunca fica sem recursos, mas precisa gerenciar o que levar. O combate corpo a corpo, por sua vez, é o mais divertido desde Batman Arkham: desarmar, usar objetos do cenário, quebrar uma garrafa na cabeça do inimigo. Cada golpe parece ter peso.
Uma história de origem que funciona
Patrick Gibson não é o Bond que você conhece. Ele erra, questiona ordens, se envolve emocionalmente. A narrativa começa com uma missão na Islândia que dá errado e o leva ao treinamento do MI6. A partir daí, você acompanha a evolução do personagem com o mentor Greenway (Lennie James, excelente) nos cobrando disciplina, enquanto Q (Alastair Mackenzie) aparece com gadgets e humor seco. A direção é cinematográfica, com cenas que alternam ação intensa e momentos mais calmos, como Bond aprendendo a dar nó em gravata. Parece bobo, mas funciona para humanizar o espião. A trilha de David Arnold e Lana Del Rey só reforça o clima de respeito à franquia.
Os coadjuvantes não ficam para trás: M (Priyanga Burford) é uma líder inexperiente, mas firme, e Moneypenny (Kiera Lester) ganha mais destaque do que o habitual. Há participações especiais de Khaby Lame e Jacksepticeye, mas elas passam longe de atrapalhar. O roteiro abraça os clichês do gênero com a consciência de quem sabe usá-los. O final, inclusive, amarra bem os fios e deixa um gancho sutil que não compromete a experiência fechada.
Desempenho no PS5 e o uso do DualSense
No PS5, você pode escolher entre dois modos: fidelidade (30fps, resolução mais alta) e desempenho (60fps, nitidez reduzida). Em ação intensa, a diferença é sutil, mas os 60fps deixam a resposta mais ágil. O DualSense, porém, é o verdadeiro upgrade. Os gatilhos adaptáveis oferecem resistência variada: a pistola silenciosa exige mais força no começo, os gadgets vibram com texturas diferentes (um zumbido para o EMP, um clique para o scanner). A resposta tátil também aparece ao encostar em superfícies. Nada revolucionário, mas casa perfeitamente com o tema de espionagem. O carregamento é instantâneo: do menu para o jogo em segundos.
No lado negativo, as seções de direção destoam. O carro parece flutuar, a física é estranha e a sensação de velocidade não convence. Os barcos também sofrem do mesmo mal. Felizmente, são minoria: duas ou três sequências ao longo da campanha. O resto do jogo é tão polido que esses momentos parecem um bug no matrix.
Vale a pena investir na Legacy Edition?
A Legacy Edition custa caro e o conteúdo físico decepciona. A estatueta da Golden Gun não é removível: é um relevo fixo parafusado numa bandeja de plástico. O steelbook é bonito, o certificado de autenticidade também, mas a montagem do suporte é frustrante, as peças não encaixam direito. Quem compra edição de colecionador espera um item de exibição de qualidade, e aqui a IO errou a mão. Se você quer os extras digitais (skins, adiantamento), a Specialist Edition entrega o mesmo por um valor mais justo, com a vantagem de incluir a mídia física. Minha recomendação: invista no jogo, que é excelente, e passe longe da Legacy a menos que você seja um colecionador obstinado disposto a relevar os defeitos.
Perguntas frequentes sobre review 007 First Light – Legacy PlayStation 5
Quanto tempo dura 007 First Light?
A campanha principal leva entre 13 e 20 horas, dependendo do estilo de jogo. Para fazer 100% (colecionáveis, desafios, modo TacSim), espere de 30 a 55 horas. São 17 capítulos no total.
007 First Light tem multiplayer?
Não. O jogo é focado em single-player, mas inclui o modo TacSim, que remixa missões com modificadores e leaderboards online, similar ao modo Escalações de Hitman.
Qual a diferença entre as edições Standard, Specialist e Legacy?
A Standard é apenas digital. A Specialist é física e inclui o conteúdo Deluxe (skins, adiantamento) e o Classic Tuxedo. A Legacy adiciona uma estatueta da Golden Gun (fixa), steelbook e skins exclusivas, mas a qualidade do item físico decepciona.
O jogo roda bem no PS5?
Sim. Dois modos: fidelidade (30fps, maior resolução) e desempenho (60fps). O DualSense é bem aproveitado. O carregamento é instantâneo. Alguns bugs de lançamento foram corrigidos com patch.
Preciso ter jogado outros jogos do Bond para aproveitar?
Não. First Light é uma história de origem independente. Fãs antigos vão adorar as referências, mas novos jogadores embarcam sem problemas.
