Immortals Fenyx Rising no PS5: humor afiado, mitologia fiel e uma sombra de Zelda

Planando sobre a Ilha Dourada, o mundo explode em cores vivas. A mitologia grega ganha um tom de sátira, com Prometeu e Zeus trocando farpas enquanto você escala montanhas. Immortals Fenyx Rising não esconde suas inspirações: Breath of the Wild está ali em cada escalada, cada planagem, cada câmara de puzzles. A pergunta é: o jogo da Ubisoft Quebec consegue se sustentar por mérito próprio ou fica devendo identidade?

Tifão escapa e transforma deuses em estátuas de pedra. Fenyx, um mortal sem nada além de vontade, naufraga na ilha e precisa restaurar o poder divino. Quem conta tudo? Prometeu, num diálogo com Zeus que funciona como stand-up. As piadas acertam na maioria das vezes, e a química entre os dois carrega o charme da narrativa.

O combate é ágil: combos de espada e machado, esquivas generosas e habilidades especiais que lembram um God of War mais leve. O DualSense estala a cada flecha disparada, e o feedback háptico transmite o impacto dos golpes. Já a exploração sofre com uma barra de stamina que limita escaladas e voos, além de pulos que parecem flutuar demais.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se a mitologia grega com humor te atrai, a narração é imperdível. piadas entre Zeus e Prometeu são o ponto alto.
  • Gosta de puzzles no estilo Zelda? As Câmaras de Tártaro oferecem desafios de plataforma e lógica, embora alguns se repitam.
  • Prefere mundos abertos com muitos colecionáveis? O mapa é cheio de ícones e itens, o que agrada completistas, mas cansa quem busca exploração orgânica.
  • Valoriza performance? No PS5, o modo performance segura 4K dinâmico e 60fps estáveis, com carregamento quase instantâneo.

1. Immortals Fenyx Rising para PlayStation 5: aventura de ação e mundo aberto

Se Breath of the Wild te conquistou, Immortals Fenyx Rising te serve na mesma bandeja, com molho de mitologia e bastante humor. O combate é fluido e divertido, os puzzles ocupam boa parte do tempo e a direção de arte colorida dá vida à Ilha Dourada. No PS5, a performance é exemplar: 4K a 60fps no modo performance, carregamentos que praticamente desaparecem e uso criativo do DualSense no arco e habilidades divinas. No entanto, o jogo não esconde as influências. Quem espera originalidade encontra um mapa cheio de ícones, estrutura de missões que lembra Assassin's Creed Odyssey e uma dependência pesada da stamina que frustra em escaladas longas. A Visão Distante, que revela pontos de interesse, tira parte da surpresa da exploração. É uma aventura leve e cheia de personalidade, que oferece entre 25 e 40 horas de conteúdo divertido. Ideal para quem quer relaxar e dar boas risadas com deuses gregos, desde que não se importe com a falta de novidade.

Prós

  • Narrativa bem-humorada com ótima química entre Zeus e Prometeu
  • Combate ágil com combos, esquivas e habilidades divinas
  • Performance sólida no PS5: 4K dinâmico e 60fps estáveis
  • Uso criativo do DualSense com feedback háptico e gatilhos adaptáveis
  • Mundo vibrante e colorido, com boas referências mitológicas

Contras

  • Falta de originalidade: inspiração explícita em Breath of the Wild e fórmula Ubisoft
  • Puzzles podem ser repetitivos e pouco inspirados em algumas regiões

Mundo aberto e exploração: o prazer e o cansaço

Você decide enfrentar a região de Hefesto ou ir direto para Atena. A liberdade é total, mas a stamina dita o ritmo. Escalar montanhas e planar com as asas de Dédalo são constantes; melhorar a stamina vira prioridade nos primeiros minutos.

O mapa se enche de ícones, e a Visão Distante transforma a exploração em lista de tarefas. Em vez de descobrir cantos secretos, você segue marcadores. A graça de se perder desaparece.

Ainda assim, o visual compensa. O estilo cartunesco e as cores vibrantes dão personalidade. Voar sobre a paisagem. a distância de renderização no PS5 impressiona. e ver cada detalhe ao longe é espetáculo à parte.

Combate e puzzles: o que funciona e o que cansa

O som de uma parry bem-sucedida contra um Minotauro é tão satisfatório quanto o impacto de uma Ira de Ares. Fenyx usa espada para golpes leves, machado para ataques pesados, arco para distância e habilidades divinas para combos criativos. O sistema de esquiva é generoso e convida ao contra-ataque.

As Câmaras de Tártaro são desafios de plataforma e lógica. Alguns são engenhosos, pedem reflexão; outros repetem a mesma ideia com roupagem diferente. Nesses momentos o ritmo quebrou um pouco.

A variedade de inimigos é razoável: minotauros, harpias, ciclopes. As batalhas contra chefes no fim das câmaras são os momentos mais intensos e bem coreografados.

Perguntas frequentes sobre review Immortals Fenyx Rising PlayStation 5

Immortals Fenyx Rising é multiplayer?

Não. É um jogo single-player, sem modo cooperativo ou online.

Quanto tempo dura a campanha?

A história principal leva cerca de 25 horas. Quem fizer tudo (side quests, colecionáveis e segredos) pode chegar a 60 horas.

Vale a pena jogar no PS5?

Sim. O PS5 oferece modo performance com 4K dinâmico e 60fps estáveis, carregamento quase instantâneo e suporte ao DualSense com feedback háptico e gatilhos adaptáveis. É a melhor plataforma para jogar.

O jogo tem DLCs?

Sim. Três pacotes expandem a história: A New God, Myths of the Eastern Realm e The Lost Gods. Eles adicionam entre 4 e 13 horas de conteúdo cada.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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