Review Madden NFL 21 no PS5: DualSense, The Yard e a mesmice que incomoda

No terceiro down, o DualSense range quando o quarterback se cansa, vibra a cada tackle e simula a resistência de uma blitz. Pela primeira vez, o controle realmente conversa com o jogo. É um acerto imersivo que a série precisava. Mas sair de campo e encarar menus datados e modos estagnados é lembrar que Madden ainda tropeça nas próprias pernas.

Enquanto o The Yard te joga num campo de rua com regras soltas e manobras impossíveis, o Franchise insiste em te prender num loop de menus de 2018. Um respiro criativo, o outro, um suspiro de cansaço. Quem busca novidade vai vibrar com o DualSense; quem esperava revolução no gerenciamento de temporada vai se decepcionar.

Madden 21 sabe jogar bola, mas insiste em pisar no mesmo erro: inovar no que não precisa e ignorar o que realmente importa. Para partidas rápidas e jogadas criativas, é diversão na veia. Para quem esperava uma franquia viva, é o mesmo disco riscado com verniz de nova geração.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se nunca jogou Madden, os tutoriais são excelentes e o The Yard ensina sem pressão.
  • O modo Franchise é raso: sem treinos, sem criação de times, sem evolução. Só para quem não liga para gestão.
  • A versão PS5 aproveita bem o DualSense, mas o conteúdo é quase idêntico ao das versões antigas.
  • Os servidores online foram desligados em junho de 2025. Modos como Ultimate Team e Superstar KO não funcionam mais.

1. Madden NFL 21 para PlayStation 5: versão Next Level com modos The Yard, Face of the Franchise e DualSense

Num terceiro down crucial, você sente a pressão no gatilho do DualSense enquanto o QB recua. A Skill Stick permite um juke seco que deixa o linebacker no chão. É nesses momentos que Madden 21 mostra o melhor de si: precisão nos passes, tackles que doem e uma fluidez rara na série. Mas aí você sai de campo e esbarra no modo Franchise, que parece congelado em 2015. O The Yard, com seu futebol de rua 6v6 e regras soltas, é o alívio criativo. partidas curtas, jogadas malucas e personalização exagerada. Já o Face of the Franchise tenta contar uma história, mas tropeça em diálogos fracos e cutscenes que parecem de outra era. E os bugs persistem: fumbles exagerados, colisões estranhas e quedas de frame em cenas de pré-jogo. Para quem joga sozinho ou com amigos no sofá, a diversão ainda existe. Para quem esperava um salto geracional de verdade, fica o gosto de 'quase lá'.

Prós

  • Controles refinados com Skill Stick: corrida e passes mais precisos
  • Modo The Yard criativo e divertido, ótimo para partidas casuais
  • Ótima integração do DualSense com feedback tátil e gatilhos adaptativos
  • Apresentação 4K/60 FPS estável na maior parte do jogo
  • Boa quantidade de modos: The Yard, Face of the Franchise, Ultimate Team, Superstar KO

Contras

  • Modo Franchise estagnado e sem inovação há anos
  • Bugs e glitches frequentes: fumbles exagerados, colisões estranhas

DualSense e a experiência de nova geração

No terceiro down, com pressão na linha, o DualSense trepida a cada pisada e o gatilho direito endurece conforme o QB se cansa. O som do estádio sai direto do controle. É a melhor tradução tátil que a série já teve. Visualmente, o jogo ganha 4K e 60 FPS estáveis, com iluminação mais dramática. Mas rostos de jogadores ainda parecem de cera e texturas de neve beiram o amadorismo. O salto gráfico é modesto, mas a imersão pelo controle compensa.

The Yard vs. Franchise: onde o jogo brilha e onde ele emperra

No The Yard, você pode lançar um passe em arco para um receiver que pega a bola com uma mão enquanto pula sobre uma poça. e a torcida vibra no alto-falante do DualSense. É liberdade criativa: regras soltas, jogadas malucas e campo aberto. Cada partida vira um vídeo de melhores momentos. Agora, mude para o modo Franchise. A promessa de gerenciar uma equipe por temporadas cai por terra diante de menus datados, ausência de treinos e zero novidades. The Yard mostra para onde a série pode ir; o Franchise insiste em olhar pelo retrovisor.

Perguntas frequentes sobre review Madden NFL 21 PlayStation 5

Madden NFL 21 no PS5 é muito diferente da versão de PS4?

Visualmente, a diferença é modesta: iluminação melhorada, 4K nativo e 60 FPS. O DualSense traz imersão, mas o conteúdo é o mesmo.

Ainda dá para jogar online?

Os servidores foram desligados em junho de 2025. Modos como Ultimate Team e Superstar KO não funcionam mais. O jogo se limita ao offline.

Vale a pena comprar em 2025?

Para quem nunca jogou Madden e quer uma experiência de futebol americano casual, sim. Para quem busca multiplayer ou inovação, melhor esperar outra edição.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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