A primeira cidade de Astria Ascending é uma aquarela viva. Cada prédio parece pintado à mão, e as cores vibrantes saltam da tela enquanto a trilha de Hitoshi Sakimoto preenche o ambiente. Você caminha por ruas cheias de humanoides-peixe e leões que conversam sobre sacrifício e destino, e o contraste entre a beleza visual e a seriedade do tema já sugere que o jogo quer ser épico.
E o combate entrega um épico tático. Acertar fraquezas enche a barra de Focus Points; cada acerto aumenta o dano máximo, e você sente o ritmo de uma dança estratégica. Com vinte classes e oito personagens, é possível montar equipes que curam, atacam ou invocam. a personalização é bem generosa. A dificuldade ajustável e a opção de desligar encontros aleatórios são acertos que respeitam seu tempo.
Mas a narrativa não acompanha. Os semideuses com três meses de vida mal interagem, os diálogos soam genéricos e a trama escorrega em clichês. Missões secundárias se resumem a "mate X, colete Y" em masmorras previsíveis. Foram dezenas de horas no PS5, e o veredito é claro: Astria Ascending encanta quando o combate e a arte dominam, mas frustra quando a história e a repetição tomam o controle. Quem valoriza tática e direção visual encontra diversão, desde que tolere dublagem fraca e a falta de legendas em português.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- O jogo não tem legendas em português do Brasil; dublagem em inglês e japonês, legendas em espanhol. Se depender do áudio em inglês, prepare-se para atuações monótonas.
- Sistema de classes com 20 opções e builds baseadas em signos: um dos pontos altos para quem gosta de personalizar o time.
- História clichê de semideuses e sacrifício, sem desenvolvimento de personagens. Se você busca narrativa densa, melhor passar.
- Dificuldade ajustável a qualquer momento e opção de desabilitar inimigos aleatórios. ideal para focar na campanha principal.
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Astria Ascending é um JRPG que aposta tudo no visual e no combate. A arte hand-drawn é de encher os olhos. cada masmorra e cidade parece um quadro em movimento. A trilha sonora de Hitoshi Sakimoto faz questão de elevar cada momento, das batalhas épicas aos diálogos mais calmos. No combate, o sistema de Focus Points adiciona uma camada tática bem-vinda: acertar fraquezas enche uma barra que potencializa o dano, e tanto você quanto os inimigos podem se beneficiar disso. O resultado são batalhas que exigem atenção e recompensam o planejamento. A personalização é outro acerto: com 20 classes diferentes e a possibilidade de trocar entre 8 personagens (4 ativos), dá para montar estratégias bem variadas. O ponto fraco fica na narrativa. A premissa, oito semideuses com três meses de vida, é interessante, mas mal executada. Os diálogos soam genéricos, os personagens mal interagem entre si e o arco principal se arrasta sem surpresas. Missões secundárias são simples e repetitivas (mate X, colete Y), e a estrutura das masmorras segue um padrão previsível. Tecnicamente, há relatos de input delay e telas de carregamento, embora no PS5 a experiência tenha se mostrado estável. A dublagem em inglês é fraca. melhor jogar com áudio japonês se possível. E, para o jogador brasileiro, a falta de legendas em português pesa. Ainda assim, para quem valoriza combate tático e direção de arte impecável, Astria Ascending entrega boas dezenas de horas de entretenimento.
Prós
- Arte hand-drawn linda, com cores vibrantes e estilo aquarela
- Trilha sonora marcante de Hitoshi Sakimoto
- Combate tático com sistema Focus Points que adiciona profundidade
- Personalização profunda com 20 classes e muitas opções de build
Contras
- História clichê e personagens pouco desenvolvidos
- Dublagem em inglês fraca e monótona
Combate e personalização: o coração do jogo
Na primeira batalha, você já sente o peso do sistema Focus Points. Acertar uma fraqueza enche a barra; cada Focus acumulado aumenta o dano máximo. O inimigo também pode explorar suas fraquezas, então o combate vira um jogo de equilíbrio. Com oito personagens e vinte classes, montar a equipe certa exige experimentação. Quer um tanque que cure? Um mago invocador? Dá para fazer. A dificuldade ajustável e a opção de desligar inimigos aleatórios são gentilezas que jogadores ocupados agradecem.
Narrativa e produção: potencial desperdiçado
O roteiro tenta abordar sacrifício, racismo e liberdade, mas nunca se aprofunda. Os oito semideuses têm motivações que poderiam render bons momentos, mas as interações são rasas. As missões secundárias abordam temas adultos, mas de forma superficial. O maior pecado é a dublagem em inglês: plana, sem emoção, que tira o peso das cenas dramáticas. Se você entende japonês ou não se importa de ler legendas em espanhol, a experiência melhora. Para quem depende do áudio em inglês, o desapontamento é garantido.
Perguntas frequentes sobre review Astria Ascending PlayStation 5
Astria Ascending tem legendas em português?
Não. O jogo possui dublagem em inglês e japonês, e legendas em espanhol, francês, alemão e outros idiomas, mas não inclui português do Brasil.
Quanto tempo dura a campanha?
A história principal leva cerca de 25 horas. Com missões secundárias e extras, sobe para 50 horas. Para os completistas, passa das 90 horas.
O jogo é difícil?
A dificuldade pode ser ajustada a qualquer momento. Em níveis mais altos, as batalhas contra chefes podem se arrastar por mais de 15 minutos. Há relatos de picos de dificuldade frustrantes.
Astria Ascending tem multiplayer?
Não. É um jogo exclusivamente single-player.
