God of War Ragnarök: uma conclusão épica que merece seu tempo (PS5)

Fimbulwinter congela Midgard, e o reino nunca pareceu tão hostil. Kratos e Atreus, agora um adolescente fervoroso, tentam se adaptar. Mas a jornada de Ragnarök tropeça antes de engrenar. A primeira metade é lenta. missões que parecem aquecimento, diálogos que duram mais que o necessário. Se você esperava ação desenfreada desde o início, prepare-se para uma aula de paciência.

Quando o ritmo finalmente acelera, o jogo mostra suas garras. Thor não é apenas um brutamonte; é um gigante atormentado, e o duelo com ele é de gelar a espinha. A Lança Draupnir se junta ao Machado e às Lâminas, abrindo combos que tornam cada luta uma coreografia brutal. Chefes como Odin ganham camadas improváveis de humanidade.

Ragnarök é ambicioso, emocionante e visualmente deslumbrante. Mas é irregular. Quem ama a franquia vai perdoar os deslizes. e se deliciar com os acertos.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se você veio de God of War (2018), reconhece a base, mas o início é mais arrastado.
  • As primeiras horas são de construção, com muita conversa e pouca pancadaria.
  • As seções com Atreus dividem opiniões: se você prefere o machado de Kratos o tempo todo, vai testar sua paciência.
  • No PS5, o modo performance (60fps) é o mais fluido; o modo qualidade é lindo, mas perde suavidade.
  • As missões secundárias (Favors) estão muito melhores que no anterior. vale a pena fazer quase todas.

1. God of War Ragnarök (PS5): a conclusão da saga nórdica

God of War Ragnarök é a sequência que o primeiro jogo merecia. Combate visceral, câmera sem cortes, mundo semiaberto cheio de segredos. tudo que funcionava voltou, maior e melhor. A história foca no amadurecimento de Atreus e no peso das profecias, com reviravoltas que acertam mais do que erram. A Lança Draupnir é um acréscimo tático, especialmente contra grupos e inimigos voadores. A direção de arte é de cair o queixo: Svartalfheim, Vanaheim e outros reinos têm personalidade própria. O ritmo é o calcanhar de Aquiles. A introdução é propositalmente lenta, e as missões com Atreus (apesar de importantes) são menos empolgantes que as de Kratos. Os quick time events em algumas lutas quebram o fluxo. Mas são tropeços pequenos diante do conjunto: uma aventura que não perde o fôlego na reta final. A DLC Valhalla, gratuita, é a cereja do bolo. Para fãs de ação e narrativa forte, Ragnarök é obrigatório. Se você só curte ritmo acelerado do começo ao fim, talvez saia frustrado. Mas quem embarcar com paciência encontra um dos jogos mais completos do PS5.

Prós

  • Combate polido e brutal, com três armas que se complementam
  • Narrativa emocionante que aprofunda Kratos e Atreus
  • Missões secundárias que não são recheio: expandem o mundo e dão recompensas valiosas
  • Gráficos de cair o queixo e dublagem em português impecável
  • DLC Valhalla gratuita: uma surpresa que vale cada minuto

Contras

  • Primeira metade arrastada, com missões que parecem encher linguiça
  • Seções com Atreus quebram o ritmo e podem frustrar quem busca ação direta

Combate que evolui sem perder a essência

O Machado Leviatã ainda esmaga, as Lâminas do Caos ainda queimam. Mas agora a Lança Draupnir entra em cena: crave-a no chão, na parede ou no inimigo, e detone à distância. É tática pura, especialmente contra grupos e voadores. Os atributos (Força, Defesa, Runa) ainda existem, mas o nível de Kratos está atrelado aos equipamentos. você melhora armaduras e armas para subir, não apenas acumula XP. Funciona, mas amarra a evolução a itens. Escudos com habilidades diferentes mudam a abordagem contra chefes. E os Berserkers? Chefes opcionais que testam paciência e reflexo tão duro quanto as Valquírias do jogo anterior.

Narrativa: acertos e deslizes

A relação entre Kratos e Atreus é o fio condutor. Ver Kratos (ainda letal, mas mais reflexivo) tentando equilibrar proteção com liberdade para um filho que já não é mais criança rende momentos genuinamente emocionantes. Thor e Odin fogem do estereótipo: Thor é um gigante atormentado, Odin um manipulador calculista. Mas o ritmo tropeça nos primeiros capítulos. muita conversa, pouca ação. As profecias guiam quase tudo, tirando o impacto de algumas reviravoltas. No final, algumas pontas soltas são resolvidas de forma apressada. Ainda assim, quando a trama engrena, é difícil largar. A cena da morte de Fenrir, a visita de Thor, os diálogos com Brok e Sindri. tudo escrito com cuidado. E a dublagem em português, mais uma vez, é de primeiro mundo.

Perguntas frequentes sobre review God of War Ragnarök PlayStation 5

Preciso ter jogado God of War (2018) para entender Ragnarök?

Sim, a história é continuação direta. O jogo oferece um resumo no menu, mas a experiência é muito melhor se você jogou o anterior.

Vale a pena jogar em 2026?

Sim, o jogo envelheceu muito bem. Gráficos, gameplay e história continuam impressionantes. A DLC Valhalla ainda está disponível gratuitamente.

Quantas horas dura a campanha?

A campanha principal leva de 25 a 35 horas, dependendo do ritmo. Com side quests e 100%, prepare-se para 50 horas ou mais.

O modo performance do PS5 é bom?

Sim, o modo performance mantém 60fps na maior parte do tempo, com raras quedas em áreas muito carregadas. É a melhor forma de jogar.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.