Review Streets of Rage 4 Anniversary Edition: nostalgia afiada para o sofá

O corredor estreito de um prédio abandonado. Dois capangas são arremessados para trás, quicando na parede como pinball, enquanto Axel fecha o combo com um gancho. Streets of Rage 4 Anniversary Edition não perde tempo: em segundos, você já está na pancadaria que marcou gerações. sem precisar de fichas no bolso.

Essa versão empacota o jogo base e a expansão Mr. X Nightmare, e é a porta de entrada definitiva para o beat 'em up moderno. Doze estágios desenhados à mão, trilha sonora de compositores lendários e combos que misturam o clássico com um frescor novo. A campanha principal voa. umas três horas. e a falta de dash em alguns personagens pode frustrar quem prefere agilidade.

Então, vale o investimento? Se você tem um amigo no sofá e gosta de nostalgia com produção caprichada, é tiro certo. Se busca uma jornada solo longa e inovação radical, pode sentir que já viu isso antes.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Cooperativo local é o coração do jogo: a diversão multiplica com amigos no sofá, mas o single player pode ser frustrante em dificuldades altas, especialmente com ataques durante a recuperação de queda.
  • Mobilidade limitada: só dois dos cinco personagens iniciais têm corrida; os outros se movem devagar, o que exige paciência e posicionamento. prepare-se para levar golpes extras.
  • Conteúdo adicional: a Anniversary Edition já vem com o DLC Mr. X Nightmare, que adiciona personagens, modo Sobrevivência com ondas infinitas e personalização de golpes, esticando a vida útil.
  • Replay depende de desbloqueáveis: acumular pontos para liberar personagens retrô e músicas clássicas leva de 20 a 30 horas extras, mas alguns são meras recolorizações.
  • Dificuldade variável: do Fácil ao Mania, com ajuste dinâmico que aumenta o número de inimigos conforme mais jogadores entram. no Mania, a tela vira um caos divertido.

1. Streets of Rage 4 Anniversary Edition. Beat 'em up para PlayStation 4

Se existe um jogo que entende o que faz um beat 'em up funcionar, é Streets of Rage 4. Cada golpe tem peso, os combos se encadeiam com fluidez e a sensação de limpar uma tela cheia de capangas é muito satisfatória. seja com Cherry varrendo a multidão com sua guitarra ou Floyd arremessando um barril que acerta três inimigos em sequência. A arte hand-drawn é linda: cores vivas, animações expressivas e cenários que vão de um corredor inspirado em Oldboy a uma sauna com chão escorregadio que atrapalha os movimentos. A trilha sonora, assinada por nomes como Yuzo Koshiro e Yoko Shimomura, é tão boa que dá vontade de deixar o jogo pausado só para ouvir. O ponto baixo mais comentado é a duração da campanha. algo entre 2h30 e 3h na primeira jogada, dependendo da dificuldade. Mas a Anniversary Edition compensa com o modo Sobrevivência, que gera ondas infinitas de inimigos e desafios semanais, além de dezenas de personagens desbloqueáveis (alguns reciclados demais, é verdade). A ausência de dash para a maioria dos lutadores torna o combate mais tático, mas também pode passar a sensação de lentidão para quem prefere ação mais rápida. No fim, o jogo é uma carta de amor ao gênero, mas com algumas arestas. Para jogar no sofá com amigos, é diversão garantida. o friendly fire vira piada interna. Para quem encara solo e busca profundidade narrativa, talvez bata uma sensação de 'já vi isso antes'.

Prós

  • Arte desenhada à mão lindíssima, com cenários criativos e personagens carismáticos
  • Trilha sonora excepcional, com compositores lendários e faixas clássicas opcionais
  • Cooperativo local para até 4 jogadores é caótico e divertido na medida certa
  • Sistema de combate responsivo com risco-recompensa nos especiais e combos na parede
  • Expansão Mr. X Nightmare adiciona modo Sobrevivência, novos personagens e personalização de golpes

Contras

  • Campanha principal curta (cerca de 3 horas), mesmo com conteúdo extra
  • Maioria dos personagens não tem corrida ou dash, limitando a mobilidade

Combate que respeita o passado, mas não fica parado

A pancadaria começa com o básico: soco, chute, especial e agarrão. Mas o diferencial está nos detalhes. O especial consome vida, mas você recupera parte dela se acertar os inimigos logo em seguida. um risco calculado que recompensa agressividade. Encurralar um inimigo na parede e desferir uma sequência que o faz quicar como uma bola de borracha. isso é Streets of Rage 4. As estrelas coletáveis ativam super ataques que varrem a tela, e o timing do especial defensivo pode salvar sua pele.

Cada personagem tem um estilo único: Cherry desliza com a guitarra em ataques rápidos, Floyd é o tanque de movimentos lentos mas agarra tudo que vê pela frente, e Adam usa seu dash para se reposicionar. A falta de corrida para a maioria pode decepcionar quem prefere agilidade, mas força o jogador a pensar em posicionamento e a usar o especial no timing certo. Em cooperação local, o friendly fire adiciona uma dose extra de caos. e de risada quando seu amigo leva um barril na cara.

Conteúdo que vai além da campanha relâmpago

Três horas. É o tempo que leva para ver os créditos na primeira jogada. Mas o jogo não acaba ali. O modo Arcade remove continues, o Boss Rush coloca você cara a cara com todos os chefes em sequência, e o modo Batalha permite PvP local. A expansão Mr. X Nightmare traz o modo Sobrevivência, com ondas infinitas e desafios semanais, além de três novos personagens e a possibilidade de personalizar os golpes de cada lutador.

Desbloquear tudo. personagens retrô em pixel art, músicas clássicas e movimentos. exige acumular pontos, o que leva de 20 a 30 horas extras. É um incentivo forte para repetir as fases, especialmente em dificuldades mais altas. O problema é que alguns desses personagens são versões recoloridas dos mesmos modelos, o que dá a sensação de conteúdo inflado. mas a diversão de usar um sprite clássico compensa.

Arte e som que batem forte

Visualmente, cada fase parece uma ilustração em movimento: cores vibrantes, animações fluidas e um traço que homenageia os originais sem soar datado. Desde as ruas escuras de Chinatown até a sauna com piso escorregadio que atrapalha os movimentos. o cenário vira parte do desafio. A trilha sonora conta com pesos-pesados como Yuzo Koshiro e Yoko Shimomura, e você pode trocar as músicas pelas versões clássicas desbloqueáveis. um aceno nostálgico que funciona.

No PS4, a performance é consistente, sem quedas de frame perceptíveis mesmo com quatro jogadores na tela. Os carregamentos são rápidos e os menus responsivos. A localização em português do Brasil é completa, com textos e menus traduzidos. algo inédito na franquia e que facilita a vida de quem não domina o inglês.

Perguntas frequentes sobre review Streets of Rage 4 Anniversary PlayStation 4

Streets of Rage 4 Anniversary Edition é diferente da versão padrão?

Sim. A Anniversary Edition inclui o jogo base e o DLC Mr. X Nightmare. basicamente, o pacote completo. Ela adiciona três personagens inéditos, o modo Sobrevivência com ondas infinitas e a personalização de golpes. É a versão mais completa até hoje.

O jogo tem multiplayer online?

Sim, o modo cooperativo online funciona para até dois jogadores. Mas o cooperativo local, para até quatro pessoas no mesmo console, é onde o jogo realmente brilha. a bagunça de socos e itens vira uma experiência única.

A campanha é muito curta?

A campanha principal pode ser concluída em cerca de três horas na primeira jogada. Mas o jogo incentiva replay com desbloqueáveis, modos extras e dificuldades mais altas, o que pode estender a vida útil para dezenas de horas. especialmente se você quiser liberar todos os personagens retrô.

Vale a pena para quem nunca jogou beat 'em up?

Sim, a jogabilidade é intuitiva e há tutoriais sutis. Porém, a falta de dash em alguns personagens e a dificuldade mais alta no single player podem frustrar iniciantes. O ideal é começar no Normal e, de preferência, com um amigo no sofá. a diversão em dobro compensa os tapas.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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